“Tudo é corpo e todos os corpos se encontram na natureza. Quando um corpo encontra o outro, surge uma película, que envolve tudo como um envelope. A essa película dá-se o nome de acontecimento.
Tudo o que não é corpo, é acontecimento. Eles não existem. Eles apenas insistem em estar em volta dos corpos.
Esses acontecimentos, apesar de não existirem como corpo, eles são expressos na proposição.
Crisipedis? Ahn. Um nome de referência. Ele diz que dada uma proposição, o que ela expressa é um acontecimento. As proposições não falam de corpos? Crisipo diz “Não, não, não. Tudo o que nós falamos só expressa o acontecimento, não expressa a natureza profunda dos corpos.
A árvore é verde. Os estóicos diziam que tudo o que se afirma é o acontecimento ao redor desse corpo.”
CM - Como a hipótese do “capitalismo cognitivo” contempla a mudança radical das formas de produção, acumulação e organização social que as novas tecnologias promovem?
ML - No dito capitalismo clássico, o que estava no cerne era a fabricação do objeto. Hoje, antes de fabricar o objeto é preciso fabricar o desejo e a crença. Por exemplo, vamos pensar na fabricação de um par de tênis. O calçado é produzido na China, onde o trabalho dos operários custa 2% do total. Somando o custo de tecnologia e transporte, envolvemos 50% de investimento. O restante do investimento é feito em marketing, publicidade, design, que é feito no Ocidente. O capitalismo cognitivo convive com o capitalismo clássico, a fábrica, o serviço. E há conflito entre os dois. Inclusive entre as subjetividades diferentes que vivem com capitalismos diferentes. O problema político sobre o qual é possível refletir. Não é a tecnologia que impõe. Como disse Felix Guattari, é a máquina social que produz a máquina tecnológica.
fseixas Comentario do dia: “Preciso de um blog bem bonito para vender minhas idéias como palestrante Motivacional…Pode me sugerir um ?”
News is shifting from being a product — today’s newspaper, Web site or newscast — to becoming a service — how can you help me, even empower me?
Spinoza emprega o termo “automaton”; nós somos, diz ele, autômatos espirituais, ou seja, é preferível dizer que são as idéias que se afirmam em nós do que dizer que somos nós que temos idéias.
#proxxima marcas nao sao estados mentais de crenca. sao conversacoes. sao estabilidade num mundo de instabilidade.
As paixões tristes como necessárias: inspirar paixões tristes é necessário ao exercício do poder. E Spinoza diz, no “Tratado teológico-político”, que esse é o laço profundo entre o déspota e o sacerdote: eles têm necessidade da tristeza de seus súditos.
— Deleuze sobre Spinosa
E sobre essa linha melódica de variação contínua constituída pelo afeto, Spinoza irá determinar dois pólos, alegria-tristeza, que serão para ele as paixões fundamentais: a tristeza será toda paixão, não importa qual, que envolva uma diminuição de minha potência de agir, e a alegria será toda paixão envolvendo um aumento de minha potência de agir.